Ao fim de mais de 20 anos, vai avançar a construção de 88 moradias no Bairro da Petrogal, na Bobadela, em Loures. Inaugurado na década de 1940 para alojar os trabalhadores da refinaria de petróleo da Sacor (depois Petrogal, hoje Galp), o bairro foi desenhado com habitações, equipamentos desportivos, um hospital, uma igreja e espaços de lazer, parte deles ainda a funcionar com a traça original. E com dois pulmões verdes ao centro: uma mata e uma várzea. É precisamente nesses pulmões que vão nascer as novas moradias.
De frente para o bairro, a uma distância de minutos, o Tejo, que em breve terá a vista desimpedida de contentores, depois da resolução do Conselho de Ministros publicada na semana passada a pensar na visita do Papa Francisco, para as Jornadas Mundiais da Juventude de 2023. Juntando-lhe o projeto de ciclovia que vai ligar o Guincho a Vila Franca de Xira e as novas acessibilidades, os terrenos na zona oriental de Lisboa têm conhecido uma valorização permanente. No caso do bairro da Petrogal, que há-de ser também ligado diretamente ao rio, cada nova moradia, de dois pisos, venha a valer cerca de meio milhão de euros.
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