É um daqueles filmes, sem interesse, não fosse a experiência do nosso último ano ter alguma semelhança com o pressuposto da narrativa. “Os Substitutos”/“Surrogates” (2009), com Bruce Willis no papel principal, passa-se num mundo extremamente perigoso, em que para sobreviver as pessoas têm de ficar fechadas em casa, isoladas umas das outras. O contacto com o exterior só é possível através de duplos. Uma espécie de cópia digital de nós mesmos, de cyborgs feitos à medida de cada um, que podem enfrentar esse mundo adverso.
No último ano, e para uma parte significativa da população, aquela para a qual o trabalho se tornou remoto, foi isso que aconteceu. Ao se alterar o “onde” se trabalha, mudou-se o “como” se trabalha. E logo o “quando” se trabalha. Num futuro próximo, é possível que também mude “com quem” se trabalha ou “para quem” se trabalha.
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