Marques Mendes no seu comentário deste domingo, na SIC, criticou o Governo: "Há um mês o país vivia em euforia. Éramos bestiais. Esta semana entrámos em depressão. A situação em Lisboa e Vale do Tejo é um caso sério. O país foi vítima, em primeiro lugar, de expectativas altas e falsas. Criou-se a ideia de que Portugal era um caso de milagre. E isto tinha algum exagero."
O comentador lembrou que quando demos início ao desconfinamento ainda havia 242 casos por dia, "quando os países nossos concorrentes tinha 20 a 30".
"Não podemos entrar em depressão. Mas também não podemos desvalorizar. Este crescimento de casos não é banal. Está a ter um efeito na nossa imagem". Marques Mendes diz que o problema esteve sempre lá, desde maio, e as autoridades de saúde e o governo mostraram excesso de confiança e facilitismo. "O Governo vem agir a tarde e a más horas (...). Fica esta mancha."
O comentador criticou ainda as dualidades de critérios do governo que permitem as manifestações políticas mas não aceita a realização dos festivais de verão. E lamentou não se ter reforçado os transportes.
Processos visto Gold: uma derrota para o Ministério Público
Marques Mendes comentou também o resultado do processo sobre os Vistos Gold: “Este processo termina, e é uma grande derrota para o Ministério Público. Convinha que o MP percebesse que não basta ter uma narrativa. É preciso ter provas. E também que o poder político em vez de controlar o Ministério Público, pensasse em exigir resultados e eficácias. Não apenas acusações. É a credibilidade da justiça que sai prejudicada.”
Quanto à nomeação de Mário Centeno para o cargo de governador do Banco de Portugal, Marques Mendes refere que "o regime do Banco de Portugal devia ser diferente. Não devia ser o governo a nomear o governador. O processo devia ser semelhante ao do Procurador-Geral da República".