Ministra da Presidência: “Não faz sentido associar uma sensação de maior perigo a comunidades, etnias e grupos”
05.06.2020 às 19h53
Em entrevista ao Expresso, a ministra de Estado e da Presidência fala da gestão política da pandemia, recusa discursos contra comunidades específicas - como fez um autarca do PS - e revela os planos para o próximo ano letivo. Quanto a Costa Silva, o independente convidado por Costa, garante não se sentir "desautorizada" nem ver "incompatibilidades": "As pessoas não estão impedidas de fazer propostas". Na edição semanal deste sábado será publicada a segunda parte desta entrevista
A ministra de Estado e da Presidência falou com o Expresso no rescaldo da apresentação do Plano de Estabilização Económica e Social, no Palácio da Ajuda
NUNO BOTELHO
Já passaram mais de três meses desde o início da pandemia. Qual o balanço sobre a gestão do Governo?
Não é já passaram três meses, mas sim ainda só passaram três meses. Parece muito mais do que é. Numa primeira fase a intenção era dar uma resposta de emergência que procurasse responder ao problema de saúde pública, mas também à dimensão económica e social, e a indefinição sobre as melhores medidas a tomar era grande. É possível dizer que Portugal esteve à altura na resposta à crise de saúde pública e que, seguindo sempre a melhor informação que tínhamos, procurou responder o mais rapidamente possível.
Não mudaria nada?
Nunca se pode dizer que não se mudaria nada. Lidámos bem com uma das coisas mais difíceis de lidar e a informação vai variando.
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