Comissária Elisa Ferreira ao Expresso: “Vamos ter de fazer impostos novos comuns” na Europa
30.05.2020 às 12h13
A comissária Europeia da Coesão e Reformas admite a necessidade de taxar as grandes empresas para ajudar a financiar o esforço europeu com a crise. Num entrevista ao Expresso, a portuguesa diz que a moeda de troca para com o países frugais que querem bloquear as subvenções é mesmo "salvar" a União Europeia
“A moeda de troca é a sobrevivência da União Europeia”, diz a comissária portuguesa aos frugais
KENZO TRIBOUILLARD/AFP via Getty Images
Aos que acusavam a Comissão Europeia de ter perdido a capacidade de fazer propostas, Elisa Ferreira responde com uma “iniciativa histórica” de €750 mil milhões. Em entrevista ao Expresso, a comissária portuguesa afirma que “é preciso pensar no salto que se está a dar” com o novo Fundo de Recuperação apresentado esta semana. “Nós percebemos que íamos rebentar com o mercado interno e provavelmente com a moeda única se não tomássemos uma posição muito forte e determinada.” A comissária portuguesa com a pasta da Coesão e Reformas diz que a proposta mostra a capacidade de a CE “inventar, endividar-se, evitando que essa dívida fique às costas de cada um dos países”. E recupera a possibilidade de serem lançadas taxas europeias sobre grandes empresas para ajudarem a financiar este esforço.
É a primeira vez que se avança para uma emissão conjunta de dívida desta dimensão. O Executivo comunitário poderá pedir emprestado até €750 mil milhões: dois terços são para distribuir em subvenções pelos países e “quem vai responder por esta dívida vai ser a Comissão”.
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