Política

PCP: A preparar-se para o rescaldo

04.10.2019 às 8h10

Nem a militância mais ferrenha deve chegar para segurar o resultado. Chegou a hora do acerto de contas à ‘geringonça’

O terreno mostrou-se difícil, menos na primeira arruada de Jerónimo, na Baixa da Banheira

A campanha no Alentejo até começou bem, “confiante” e a “avançar”, mas, à medida que entrava pelo país adentro, a comitiva ia perdendo o otimismo. Jerónimo de Sousa começou a ver “sombras negras” e a admitir que, mesmo nas praças fortes do partido, a militância que resta “pode não ser suficiente”. As quebras nas sondagens são, desta vez, compatíveis com a prova de todo o terreno: o PCP está em perda, tem menos força, menos ânimo e menos gente. A queda está à vista.

É grave o estado em que a ‘geringonça’ deixou o partido que teve “uma contribuição decisiva” para colocar o PS durante quatro anos no Governo, como fez sempre questão de dizer o líder comunista. “Fizemos bem”, assumiu muitas vezes Jerónimo de Sousa nos milhares de quilómetros que fez de norte a sul do país, elencando uma a uma as medidas que tiveram a mão do PCP para poderem avançar. Bem pregou Jerónimo que as conquistas com que agora “outros andam na lapela” foram tiradas “a pulso” das mãos dos socialistas, que “nem tinham no seu programa” aumentar pensões, ou melhorar salários, ou até devolver o subsídio de Natal, que “parecia perdido para todo o sempre”. Jerónimo pregou muito, mas as paróquias por onde, normalmente, os comunistas andavam estão a perder a fé. Ou a assistência mudou de culto.

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