“Como viveremos juntos?”, é a pergunta que a Bienal de Arquitetura de Veneza, apenas inaugurada, se faz. O curador desta edição, o arquiteto e investigador Hashim Sarkis, nascido no Líbano e atualmente na condução da Escola de Arquitetura do MIT, explica que cada geração se vê impelida ao confronto com esta pergunta. Somos, por isso, chamados a repeti-la para nós próprios, como o fizeram os babilónicos ou Aristóteles na Antiguidade, e como o fizeram antes de nós todos os modernos. Mas há hoje um fator acrescido e que nos distingue das precedentes gerações: o consenso de que não existe uma resposta única para essa questão. Também por isso, precisamos ainda mais uns dos outros. A diversidade das respostas sublinha que não existe futuro sem convivência. Temos assim de imaginar espaços “nos quais possamos viver generosamente juntos”. Juntos como seres humanos e como planeta, numa dramática época histórica que nos mostra quanto a nossa sobrevivência depende de uma concertação que potencie uma ação global.
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