Aí está o momento pelo qual se esperou e especulou: o regresso à normalidade. Após mais de um ano fechados em casa aos bochechos — na maior disrupção da vida quotidiana do planeta desde a II Guerra Mundial — regressamos ao ramerrame. Os humanos são resistentes e há uma plasticidade no seu comportamento, digo cofiando as minhas longas barbas grisalhas imaginárias de psicólogo social de algibeira. Mas isto não acontece sem um preço. Basta olhar para o que dizem quando dizem que a pandemia ajudou a dar um enorme “salto tecnológico”: as reuniões por Zoom, o teletrabalho, as aulas online, o e-comércio tornaram-se o centro da vida, dentro de casa. Uma cena bacana, dita assim. Só que acelerou de uma forma drástica uma tendência: a total dependência do smartphone para tudo. Devíamos estar a pensar em fazer uma épica desintoxicação de telemóveis, redes sociais e ecrãs em geral ao voltar ao mundo cá fora. Vai acontecer? Claro que não.
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