Existe um texto de Simone Weil que frequento há anos (para ser honesto, deveria dizer que luto com ele há anos), que me comove intensamente de cada vez que o leio, e que, confesso, me continua a dar que fazer. Não tenho com ele uma relação propriamente apaziguada. Julgo, contudo, que os grandes textos que encontramos na vida não têm por função tranquilizar-nos. Como explicava a própria Simone Weil, “o sofrimento não tem a ver com a alegria; mas a alegria tem a ver com o sofrimento”. Isto é: a alegria não é um estado de isenção, mas requer de nós uma exposição interminável ao adestramento, à paixão e à prova.
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