Houve clamores e rumores, suspeitas de assassinato e, de facto, não era caso para menos, pois o reinado fora brevíssimo, curto de um mês apenas. Um príncipe importante apressou-se a dissipar tais boatos, informando o mundo que a rainha se encontrava doente desde há muito, coisa que o palácio tinha ocultado do povo, para não o assustar. Mais disse o príncipe que a monarca, depois de ter recuperado da Covid, fora internada num hospital de Durban para remoção de pedras renais, mas, como já estava muito fraca para a operação extractiva, decidiu consultar antes um médico de Joanesburgo. Acabou por falecer aí pelas 20h15 do passado 29 de Abril, quando se encontrava hospitalizada no Milpark Hospital, uma das mais conceituadas clínicas privadas do país, onde estiveram igualmente Oscar Pistorius, Nelson Mandela e a segunda mulher deste, Winnie, a qual também faleceu lá, numa coincidência fatal de rainhas consortes que não é, como veremos, o único traço comum entre a monarca há pouco desaparecida e o clã principesco do Madiba.
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