Vi obras de Alberto Giacometti pela penúltima vez há dois anos, num museu dinamarquês de arte moderna, o Louisiana, e pela última vez há duas semanas, no Museu da Misericórdia do Porto, em diálogo com fotografias de Peter Lindbergh. Eram contextos e conceitos diferentes, mas em ambos os casos estive sozinho, ou quase. E o magnetismo e vibração dessas peças, obeliscos, totens arcaicos, magmas longilíneos, é ainda mais sentido assim, a sós, tanto num museu, ao lado dos contemporâneos, como nas imediações de uma igreja barroca, ou não mostrassem estas esculturas “o que sobrará dos homens quando desaparecerem as falsas aparências”, como escreveu Jean Genet.
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