Os meandros da política internacional não esconderam a sua perplexidade. Tony Blair foi à TV falar de um novo referendo sobre a independência da Escócia. O que disse? Ninguém se lembra. Apareceu com uma longa e volumosa cabeleira grisalha. Até os que exigem que Blair seja julgado em Haia por ter sido a bitch da Administração Bush na invasão do Iraque não conseguiram focar-se noutro detalhe. Que raio de cabelo era aquele? Houve quem o tivesse comparado a um dos antigos Doctor Who, a personagem que sobrevive a vários atores, ou a Doc Brown de “Regresso ao Futuro”, a Gandalf de “O Senhor dos Anéis” entre outros. “O que se passa com o cabelo dos políticos estes dias?” questionava-se a chief fashion critic do “The New York Times”, jornal sempre tão inclusivo. Blair não tinha pintado ou feito algo ao cabelo. Apenas não o tinha cortado — o que tendo em conta a pandemia e o fecho dos barbeiros na Grã-Bretanha que durou até 12 de abril parece aceitável. Estamos a falar de uns 6 ou 7 cm de cabelo que cresceram abaixo daqueles orelhões. Mas importa perguntar: o que é que se passa com este interesse nos cabelos dos políticos masculinos?
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