Vai para cinco meses, uma eternidade em tempo covid, escrevi existir quem previsse que parte substancial desta década se iria transformar nuns loucos anos 20. Citava o livro de Nicholas Christakis, “Apollo’s Arrow”, lançado em outubro, sobre os efeitos do coronavírus no quotidiano. O autor dizia-se convencido que lá para 2024 era provável que a sociedade ocidental tivesse um período de descompressão semelhante a outros na história que resultaram em libertinagem sexual, antirreligiosidade, hedonismo e grande-gatsbyismo 2.0 ou outra qualquer forma que não somos capazes de imaginar. Escrevi-o. E fui gozado. É natural. Não levo a mal. Ainda não havia vacinas nem se anteviam imunidades aos milhões. Tudo parecia tenebroso demais para se especular sobre a possibilidade de uns roaring 20’s de festas sem fim e manhãs ressacadas. Puxei o argumento da autoridade científica, o autor é altamente prestigiado, e fechei a loja.
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