A palavra aleluia reúne dois termos hebraicos: hallelū, que significa “louvai” e Yāh, a abreviação do nome divino Jahvé. Trata-se, por isso, de uma doxologia, de uma fórmula de louvor. “Louvai a Deus”, “enchei o espaço de glórias”, “entoai os seus louvores”, podia-se traduzir assim esta que é uma das reverberações emblemáticas da Páscoa cristã. Recordo que quando o cardeal Jean-Marie Lustiger, que tinha origens judaicas e foi arcebispo de Paris, entrou como membro da Academia Francesa, um jornalista lhe perguntou qual era para ele a palavra mais bela em francês. E ele respondeu sem hesitar: “A palavra aleluia.” Também em português essa é a palavra mais bela. Porque desfataliza a história, desmente a irreversibilidade da morte, rompe uma brecha, assegura uma visão nova da realidade e uma forma inédita de a habitar. Na palavra aleluia está impressa a maior das pretensões cristãs. Acreditar que aquele Jesus de Nazaré ressuscitou e que essa notícia, que nos espanta absolutamente, revela o absoluto de Deus no nosso destino.
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