Ansiedade, inércia, insónias. Os estudantes universitários estão a procurar ajuda
08.06.2020 às 10h52
Parece-lhes terem tempo a mais, em casa, mas ele esgota-se e o trabalho da faculdade fica por fazer. Gabinetes de apoio psicológico a estudantes universitários, como o do Instituto de Engenharia do Porto, têm sido mais procurados durante a quarentena
O Instituto Superior de Engenharia do Porto fortaleceu o apoio psicológico a estudantes por altura da pandemia.
Rui Duarte Silva
“Não conseguir dormir está relacionado, por norma, com o facto de não queremos que o dia seguinte venha, porque sabemos que vamos ter de lidar com aquilo que não fizémos - e deveríamos ter feito - no dia anterior”. Assim descreve Maria Junqueira as consequências da nova rotina. Fica com “o coração a apertar muito, com a respiração pesada e depois é o sono que não vem”, não consegue dormir. O trabalho que planeou, entre o estágio remoto em Engenharia Informática e a tese de final de curso, fica por fazer por conta de um bloqueio. Começa a ver as coisas a piorar “e depois é sempre downhill, efeito bola de neve, sempre a piorar”, descreve ao Expresso esta estudante, de 20 anos. Eram os prazos a chegar e ela a perguntar-se porque é que não conseguia fazer nada durante o dia, “sentia que nem valia a pena”.
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