Legislativas 2019

"Costa decidiu acusar sem provas e de forma absolutamente reprovável", atira CDS ao cair do pano

04.10.2019 às 23h58

MIGUEL A. LOPES/Lusa

Os centristas emitiram um comunicado ao fim da noite a contestar as insinuações do líder socialista que acusou a direita de "plantar" um provocador

Vítor Matos

Vítor Matos

Editor de política

"Se algum partido ou líder quer desculpar uma atitude menos reflectida, não procure no CDS uma justificação para o que é injustificável", escreve o CDS num comunicado oficial no fim desta noite. Os centristas classificam o gesto de Costa como reprovável e decidiram reagir 25 minutos antes de se iniciar o período de reflexão: "Depois de uma atitude desproporcionada, António Costa decidiu acusar sem provas e de forma absolutamente reprovável um partido político fundador da democracia", acusa o partido de Assunção Cristas.

Ao cair do pano, o CDS emitiu este comunicado a assumir que o partido averiguou de imediato se estava ligado ao CDS "o homem que questionou esta tarde António Costa". E justificou: "Perante a gravidade e dimensão do ataque proferido ao CDS por vários dirigentes do PS nas redes sociais, esta nota é exigível, mesmo estando já encerrada a nossa campanha".

Na nota enviada às redações, o CDS contesta as acusações dos socialistas: "Rejeita e repudia veementemente qualquer tipo de insinuação de que teríamos montado o incidente, como infelizmente temos visto da parte de dirigentes do PS".

No entanto, o CDS confirma "que há anos o senhor foi autarca do CDS numa Junta de Freguesia. Esclarecemos que a sua atuação não teve qualquer ligação, instrução ou articulação com o partido, que a ela é completamente alheio. Não criámos qualquer situação, não tivemos qualquer conhecimento nem fomos coniventes", garantem os centristas.

Para além disso, o CDS, que viu Cristas quase agredida em campanha, sublinha que condena qualquer tipo de atitude desse tipo. "Rejeitamos e repudiamos qualquer acto de agressão, física ou verbal, em qualquer circunstância e mais ainda em período de campanha eleitoral, como de resto foi referido pela Presidente do CDS durante a campanha, ela própria alvo de vários ataques verbais e um também físico".