Legislativas 2019

Rio conformado com adiamento da discussão de Tancos: “Ninguém vai morrer por isso”

02.10.2019 às 14h57

RUI DUARTE SILVA

O líder social-democrata esvaziou esta quarta-feira a polémica em torno da comissão permanente sobre o caso Tancos e voltou a desafiar Mário Centeno. “Foge porque tem medo”

Rui Rio está conformado. Depois de PS, Bloco de Esquerda e PCP terem impedido a realização de uma comissão permanente sobre Tancos ainda antes das eleições, o líder social-democrata desdramatizou. “Ninguém vai morrer por isso. Estou de acordo com Fernando Negrão, mas não vou fazer aqui um barulho incrível só porque não há”.

Uma posição que contrasta em absoluto com a de Assunção Cristas, prova de que PSD e CDS continuam a funcionar em diferentes comprimentos de onda. Ainda assim, para Rio, ficou provado o que tinha de ficar provado: o PS continua a instrumentalizar os parceiros de esquerda. “Para este efeito [a geringonça] esteve viva. O PS só se afasta por razões meramente eleitorais. Porque lhe interessa afastar-se do BE e do PCP agora antes das eleições. Se tiverem de deitar mão à geringonça deitarão a mão”, anteviu Rio.

Noutra frente, o líder social-democrata voltou a desafiar Mário Centeno para debater com Álvaro Almeida, co-autor do cenário macroeconómico do PSD e candidato a deputado pelo Porto - o ministro das Finanças recusou o duelo com Joaquim Miranda Sarmento alegando que este não era deputado. Segundo Rio, os socialistas têm passado os últimos dias a tentar “descredibilizar” as contas do PSD mas, na hora 'H', fogem ao debate. “Mário Centeno foge porque tem medo”, acusou o social-democrata.

Rio continua a acreditar que “há muitas pessoas” entre os eleitores do centro que “ainda não decidiram o seu voto” e é para eles que vai falar nestes últimos dias, tal como o fez na terça-feira, em Viseu. No final, serão os portugueses a decidir. “Estamos em condições de disputar as eleições. Se vamos ter mais ou menos 1% ou 2% do que o PS é o povo português que vai decidir. Eu democraticamente aceito as decisões. Cumpri o meu papel”, disse.