Internacional

Brian D. Sicknick, o pacato polícia apoiante de Trump que foi morto por adeptos de Trump ao defender a casa da democracia

13 janeiro 2021 13:31

Flores, bandeiras dos EUA e cartazes com toda a espécie de agradecimentos em memória de Brian Sicknick, junto ao Capitólio

jonathan ernst/reuters

Foi a favor da intervenção norte-americana no Iraque e participou na guerra do Afeganistão, antes de a considerar "desnecessária". Depois de regressar aos Estados Unidos e cumprir o sonho de se tornar polícia, acabou por ser colocado no Capitólio, onde prestou serviço durante 13 anos e onde estava no passado dia 6, quando uma turba pró-trumpista invadiu e vandalizou o Congresso norte-americano. Brian D. Sicknick, de 42 anos, morreu a defendê-lo

13 janeiro 2021 13:31

Todas as manhãs, durante treze anos, cumprimentou com um sorriso afável os que entravam e saíam do edifício. Agora, congressistas e funcionários recordam-no apenas por esse gesto, já que outros não haveria a esperar de um polícia de serviço à porta de um local público. E, de facto, até à uma da tarde do passado dia 6, a vida correra-lhe sem incidentes ou sobressaltos de maior. Mal imaginava ele – e nós – que essa existência ordeira iria terminar horas depois – e de forma abrupta.