Covid-19. Preços pagos aos agricultores já estão a cair 50% em várias zonas do país
17.05.2020 às 20h33
Muitos proprietários de pequenas explorações agrícolas temem o pior. Para alguns a falência pode ser inevitável. A esperança vai agora para a reabertura dos restaurantes e hotéis já a partir da próxima segunda-feira
Nuno Cavaco produz cerca de 14 mil leitões por ano. Agora, com os restaurantes fechados, teve de engordar os animais para vender a carne, embora a um preço menos apelativo. Aqui, junto a algumas das 500 fêmeas na fase da inseminação artificial. Cada uma cria 29 leitões por ano
O mais natural é que, na última ida ao supermercado, nem sequer tenha notado, mas a verdade é que alguns alimentos que entram na sua dieta diária estão com preços mais baixos que no início do ano. Se não deu pela diferença foi porque provavelmente ficou diluída algures ao longo da cadeia de fornecimento desde os campos até à prateleira do supermercado, mas, na verdade, alguns produtos alimentares essenciais — como carne de cabrito, borrego, vitela ou leitão, além de queijos e hortícolas —, estão a ser pagos ao produtor, no Alentejo, 40% a 50% abaixo do que se praticava antes da crise da covid-19.
Em algumas zonas do centro do país, como em Oliveira do Hospital, Seia e Nelas, onde se produz o conhecido queijo da serra certificado, a derrapagem nos valores pagos aos pequenos agricultores já anda acima dos 50%.
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