42 mil pessoas deixaram de trabalhar, mas não contam para o desemprego. Que fenómeno é este?
06.05.2020 às 17h20
É a maior queda desde 2013. Há menos 41,7 mil pessoas a trabalhar do que no final do ano passado, mas o desemprego continua estável nos 6,7%. Economistas admitem que poder ser uma “ilusão de ótica”. Só daqui a vários meses será possível perceber o real impacto da pandemia no emprego
A população empregada está a encolher, mas o desemprego também. Os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) dão conta de uma diminuição da população empregada em 41,7 mil pessoas, no primeiro trimestre do ano face aos últimos três meses de 2019. Apesar disso, o desemprego não só não mexeu, mantendo-se nos mesmos 6,7%, como até traduz uma diminuição de 4,3 mil desempregados. Como se explicam estes números? “Uma parte é técnica, a outra incerteza”, explica o economista João Cerejeira.
Artigo Exclusivo para assinantes
No Expresso valorizamos o jornalismo livre e independente
Comprou o Expresso?
Use o código de acesso presente na Revista E para continuar a ler