O Dia D (de digital) que coloca a inteligência artificial no centro da AICEP
15.04.2019 às 14h30
A organização lançou em Aveiro a plataforma “Portugal Exporta” com o objetivo de ajudar mais empresas a chegar aos mercados estrangeiros e a atingir o objetivo de 50% do PIB ser resultado de exportações
"Hoje abrimos o primeiro andar da casa que estamos a construir." Quem o diz é o administrador executivo da AICEP, João Paulo Dias, e o andar é a plataforma “Portugal Exporta”, que a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal lançou esta manhã.
No fundo é um "trabalho inovador de assessoria personalizada", como o tratou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, convidado de honra da apresentação do projeto em Aveiro, com a certeza que o instrumento será uma arma importante para antecipar a meta dos 50% de exportações no PIB.
O presidente da AICEP, Luís Castro Henriques, acredita que será um "passo muito, muito importante" para a agência e que vai permitir às empresas ganhar novas valências no processo de gerirem os seus processos de internacionalização. "O Portugal Exporta é isso mesmo, é olhar para a frente", atirou o secretário de Estado Adjunto e da Modernização Administrativa, Luís Goes Pinheiro.
A nova plataforma tecnológica desenvolve novos produtos e serviços de maior valor acrescentado e completamente customizados, através do recurso a Inteligência Artificial, que permite adequar as sugestões e planos de negócios de cada empresa de acordo com os seus dados e mercados potenciais. Quase como descobrir o que elas ainda não sabem.
Os especialistas da AICEP farão um aconselhamento mais dirigido a cada empresa, criando novos produtos de forma contínua, sempre atualizados e adaptados às necessidades e contexto económico e empresarial, nacional e internacional. Esta solução tecnológica tem vindo a ser desenvolvida em co-criação com as empresas, de modo a garantir que responderá em pleno às suas necessidades. O primeiro sector em foco foi o Calçado e, no prazo de um ano, todos os sectores da economia portuguesa estarão cobertos.
"É preciso ter esta perspetiva global", garantiu o Secretário de estado da internacionalização, Eurico Brilhante Dias, sem esquecer a necessidade de fazer diminuir a dependência dos mercados tradicionais. Caminho que começa hoje, AQUI.