O clássico dos clássicos
22.08.2019 às 18h01
O decano dos festivais de música portugueses procura juntar velhas e novas gerações no mesmo espaço. Começa esta quinta-feira, com os Manic Street Preachers e Cult bem altos no cartaz; termina sábado com as ‘vozes da luta’ dos Prophets of Rage
O EDP Vilar de Mouros tem sabido conquistar o seu espaço
D.R.
Muitos recordam ainda a primeira edição do festival de Vilar de Mouros, em 1971. À altura, nem o Estado Novo foi capaz de travar a onda de liberdade que por ali se cavalgou ao longo de dois dias, com uma parte da história a sobreviver através dos relatórios da PIDE, das memórias de músicos, das fotografias da imprensa e de membros do público. De lá para cá, a intermitência tem sido a chave. Só em 1982 o festival conheceria a sua segunda edição (que contou com uns tais de U2), regressando depois em 1996, de 1999 a 2006, em 2014 e, finalmente, a partir de 2016.
Tendo ganho um patrocínio constante e vindo a construir cartazes que olham tanto para as velhas glórias como para a juventude elétrica, o EDP Vilar de Mouros tem sabido conquistar o seu espaço – por ali passaram quase 32 mil pessoas (números da organização) no ano passado –, sem seguir cegamente a nostalgia, mesmo que o público ali presente se insira, grosso modo, no grupo das velhas guardas.
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