Para quem duvida da utilidade de movimentos como o #MeToo, criticando os eventuais excessos da tendência que tem denunciado situações de violência sexual contra mulheres, “Framing Britney Spears” é um documentário oportuno, para não dizer obrigatório. Não que a cantora, nascida no Bible Belt americano, alguma vez tenha referido ter sido vítima de assédio. Aliás, se há algo que ressalta nesta produção do “New York Times” é o silêncio: para contar a história de uma das maiores estrelas pop dos últimos 20 anos, falam jornalistas e antigos agentes, amigos de longa data e advogados envolvidos na batalha que a opõe ao pai. Nem Britney nem a sua família quiseram participar no documentário, que é assim falho de vozes mais próximas de uma saga com tanto de brilhante – a menina do lugarejo que apanha o comboio para perseguir o seu sonho em Nova Iorque – como de obscuro.
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