Cultura

As melhores músicas de 2019: O navio dela

21.12.2019 às 19h00

Na crítica, o ano foi das mulheres. Mas é preciso que isto fique no ouvido

Luís Guerra

Luís Guerra

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Jornalista

No top 25 de 2019 do “Metacritic”, 14 entradas são de discos feitos por mulheres, entre os quais “All Mirrors”, de Angel Olsen

Iconoclastas ao longo de 11 meses, tornamo-nos tradicionais em dezembro — a garantia de um par de milénios de experiência. Pendura-se o calendário do restaurante chinês na porta da cozinha, aguentam-se intervalos de 30 minutos na televisão, com perfumes, chocolates e outras peúgas, a bonomia a esgotar-se a 1 de janeiro quando repararmos que alguém voltou a levar para casa as garrafas de espumante que ficaram por abrir. Junte-se aquela tensão de fim de década (que é só no final do ano que vem, mas ninguém faz as contas assim) e está o caldo entornado. Para trás, o balanço do ano que já foi, a derradeira tradição que consiste em refletir sobre o que nos deu mais prazer — agora diretos ao assunto — ouvir nos últimos 12 meses. E é então que, quase no epílogo dos furiosos anos 10 do século XXI, nos ouvirão dizer: “Deixem-nos parar para pensar.” Alguém que o faça; é para isso que a crítica serve.

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