Espanha: profissionais de saúde são a primeira vítima coletiva do coronavírus
12.05.2020 às 22h47
Médicos, enfermeiros e auxiliares infetados são mais de 46 mil, quase 20% do total. Falta de uniformização de protocolos, contratos temporários e impreparação dos hospitais ajudam a explicar flagelo
Protesto de profissionais de saúde em Barcelona, esta terça-feira, pela reposição dos salários cortados há dez anos
NACHO DOCE/REUTERS
Durante dois meses, milhares e milhares de espanhóis assomaram todos os dias às janelas das suas casas, às 20h, para reconhecer, através de aplausos, a dedicação dos profissionais de saúde que em todo o país deram o seu melhor para cuidar dos doentes infetados pelo coronavírus, evitar o colapso do sistema hospitalar e colocar obstáculos físicos à propagação da epidemia. Os cidadãos exprimem, assim, gratidão pelos esforços de um grupo que é protagonista incontestável da luta contra a doença e um dos setores da sociedade mais diretamente punidos pelos seus efeitos malignos.
“Temos a triste honra de liderar a classsificação mundial de profissionais de saúde infetados”, diz ao Expresso a porta-voz do Sindicato de Enfermagem SATSE, María José García. Neste 12 de maio, Dia Mundial da Enfermeira — instituído pela Organização Mundial da Saúde em homenagem à britânica Florence Nightingale, a cujo trabalho na Guerra da Crimeia há 200 anos é atribuída a fundação da enfermagem moderna — adquirem relevância os dados de uma situação que é preocupante em Espanha.
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