Covid-19. Lay-off: uma ‘fisga’ transformada em ‘bazuca’
02.05.2020 às 22h59
O lay-off já conta com quase 40 anos de existência em Portugal, mas sempre foi uma pequena ‘fisga’ de combate ao desemprego. Desta vez será diferente?
Em 2009, a Delphi protagonizou um dos lay-off mais mediáticos, num ano em que o mecanismo atingiu níveis recorde
Alberto Frias
Nunca na História portuguesa se comemorou um 1º de maio com tanta gente em lay-off. O instrumento foi lançado em 1983, de forma ruidosa mas pouco eficaz, e, quase 40 anos depois, está transformado numa “bazuca” de resposta à crise. Mas a grande prova de vida está por fazer: mostrar que não é uma mera antecâmara para os despedimentos e que serve mesmo para evitar a redução de postos de trabalho.
No ano em que Portugal importou o lay-off o país atravessava uma profunda crise da sua balança de pagamentos, que obrigou a uma segunda intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI). Estávamos em 1983. Os Governos sucediam-se em alianças pouco estáveis, os empresários reclamavam por mais liberalização económica, revisão das leis da greve, despedimentos mais fáceis, e Ferraz da Costa, na altura patrão dos patrões, protestava com os impasses políticos e garantia que era “contraditório fomentar a produção e o emprego em simultâneo”.
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