Coronavírus

Covid-19. É este o início do fim dos unicórnios?

28.04.2020 às 15h08

Embora os animais mitológicos que existem no universo das startups continuem a surgir, o número de nascimentos abrandou no primeiro trimestre do ano. Assim como a sua avaliação. E este não é um fenómeno exclusivo dos Estados Unidos, estende-se a outros mercados que, como a China, foram ou estão a ser fustigados pelo novo coronavírus

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O arranque do ano ficou marcado por algumas rondas de investimento em startups, que lhes abriram a porta ao exclusivo clube dos unicórnios norte-americanos. Entre elas, estão a empresa de saúde digital Alto Pharmacy, que angariou 250 milhões de dólares em janeiro, a startup que disponibiliza um marketplace de cursos online Udemy, que captou 50 milhões de dólares em fevereiro, e a empresa de veículos partilhados Via Transportation, que levantou 200 milhões de dólares em março.

Embora, no primeiro trimestre de 2020, o novo capital captado tenha contribuído para aumentar a população constituída por estas startups avaliadas em mais de mil milhões de dólares nos Estados Unidos – para 204 unicórnios, um novo máximo –, a sua avaliação agregada e o número de novos unicórnios caíram.

  • O coronavírus também está a afetar o investimento em startups

    O coronavírus também está a afetar o investimento em startups

    À semelhança do que se verificou na crise económica e financeira de 2008, o capital disponível para estas empresas deverá cair entre 25% e 50% na sequência da atual pandemia que afeta o mundo. “Estamos a adiar alguns processos de investimento e a tomar conta do portefólio atual”, adianta ao Expresso o cofundador da Bright Pixel Alexandre Teixeira dos Santos