Análise

  • Marcelo ganhou, Ventura também, e Costa ainda se sente muito bem

    Análise

    Marcelo ganhou, Ventura também, e Costa ainda se sente muito bem

    25.01.2021 às 3h50

    Vítor Matos

    Estas são das presidenciais com os maiores efeitos sistémicos: temos de distinguir os resultados deste domingo da influência que vão ter no futuro. A direita sofre um abalo que contaminará a democracia portuguesa. No curto prazo, António Costa também ganha: em Belém, à direita, à esquerda e no seu partido. Marcelo foi reconfirmado com distinção, mas continua limitado a ter de se entender com um Governo socialista, no mandato mais difícil que em Belém já se viu

  • A prova dos debates: só a moderação pode bater Ventura

    Análise

    A prova dos debates: só a moderação pode bater Ventura

    11.01.2021 às 11h55

    Vítor Matos

    Está mais em jogo nas presidenciais do que saber com que percentagem Marcelo será eleito. O sistema era virgem a lidar com populistas do calibre de Ventura e os debates foram um laboratório para toda a gente aprender. A principal conclusão? Só ao centro foi possível vencer a extrema-direita

  • Análise. Um balão vermelho de oxigénio para António Costa respirar?

    Análise

    Análise. Um balão vermelho de oxigénio para António Costa respirar?

    29.11.2020 às 18h52

    Vítor Matos

    Há duas maneiras de ver a questão: o Governo ganha um parceiro para dar mais estabilidade à legislatura ou o PCP está a tentar vampirizar um PS fraco? À primeira vista, o primeiro-ministro foi o grande vencedor do congresso do PCP. À segunda, ainda estamos para ver... depende do preço do apoio dos comunistas

  • Ah Leão: a falar grosso para a direita e para a banca (mas a deixar muitas pontas soltas)

    Análise

    Ah Leão: a falar grosso para a direita e para a banca (mas a deixar muitas pontas soltas)

    17.06.2020 às 20h45

    Vítor Matos

    O novo ministro das Finanças passou na primeira prova com o fato novo: atirou-se ao presidente do Novo Banco e provou que tem corpo para ir ao choque com a direita. Mas João Leão deixou assuntos importantes por esclarecer: da TAP ao reforço de capital do ex-BES, e também no IVA da luz. E foi apanhado pelo otimismo

  • Estado de emergência. Os 45 dias que viraram o nosso mundo político

    Análise

    Estado de emergência. Os 45 dias que viraram o nosso mundo político

    02.05.2020 às 14h50

    Vítor Matos

    O paradoxo desta crise é que o tsunami recessivo pode garantir mais estabilidade política mesmo no meio de todas as incertezas: quem ia querer governar nestas condições, ou arriscar o ónus da queda do Governo?

  • 'Pandemocracia', verdade e salvação

    Análise

    'Pandemocracia', verdade e salvação

    26.03.2020 às 0h09

    Vítor Matos

    Sr. Presidente, ninguém nos está a mentir? Marcelo garantiu que nos ia ser dita sempre a verdade, mas os profissionais de saúde dizem que isso não está a acontecer. António Costa está com um índice alto de aprovação, mas nas próximas semanas tudo pode mudar na proporção inversa do número de mortos. Daqui a uns meses, o tsunami económico também mudará a política portuguesa. Democracia em tempos de pandemia

  • Aguenta, Rui, aguenta! Faz sentido apontar aos eleitores do PS para depois governar com o Chega?

    Análise

    Aguenta, Rui, aguenta! Faz sentido apontar aos eleitores do PS para depois governar com o Chega?

    09.02.2020 às 1h32

    Vítor Matos

    A estratégia da resiliência pode dar resultados. É preciso aguentar para estar no lugar certo no momento certo e Rui Rio está no lugar certo. Resta saber se o momento em que o poder lhe cai no colo chegará. Para isso, Rio tem um problema de posicionamento para resolver: como pode proclamar-se do centro e desejar os ex-votos do PS sem rejeitar alianças com André Ventura? Ou é artificial ou pouco credível. Pragmático é de certeza

  • O CDS quer o ‘chiquismo’? O CDS quer um chefe

    Análise

    O CDS quer o ‘chiquismo’? O CDS quer um chefe

    25.01.2020 às 22h14

    Vítor Matos

    Francisco Rodrigues dos Santos pode ser um sucesso porque o espírito do tempo é, à direita, de populismo. E ele é o 'Tea Party' português. Mas pode ser um pequeno passo para o abismo. A direita gosta de chefes e ele é um chefe. O CDS está sedento de liderança

  • PSD. Vidas e mortes políticas manifestamente exageradas

    Análise

    PSD. Vidas e mortes políticas manifestamente exageradas

    19.01.2020 às 2h45

    Vítor Matos

    Seria um manifesto exagero prometer que o PSD voltará ao poder no próximo ciclo - e talvez seja esse o seguro de vida deste líder. Se Luís Montenegro não está assim tão morto, Rui Rio não estará assim tão exageradamente vivo. Outros, porém, estarão mais vivos do que parecem enquanto fazem de mortos. Estas diretas ainda não foram para o candidato a primeiro-ministro. Uma análise em quatro pontos

  • Um partido bipolar. A vitória de um derrotado e a derrota da ausência

    Análise

    Um partido bipolar. A vitória de um derrotado e a derrota da ausência

    12.01.2020 às 3h01

    Vítor Matos

    O PSD preferiu (e parece que vai preferir) o líder que lhe deu as piores derrotas. Percebe-se? Sim. Do outro lado continua a haver um vazio por preencher

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