Ainda não está perto o fim da pandemia, mas os efeitos na saúde serão de tal forma agressivos que irão provocar mudanças no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Não será apenas necessário avançar de novo com um plano para recuperar a atividade não-covid, retomar consultas, exames de diagnóstico e cirurgias em atraso, será preciso também traçar planos para enfrentar os novos desafios de saúde causados pela pandemia e pelo confinamento.
Vários estudos nos últimos meses têm referido as questões que resultarão da pandemia e também do confinamento, desde o acentuar de problemas respiratórios numa sociedade que já os tem em grande número ao degradar das condições físicas provocadas pelo confinamento, que acentuarão a obesidade, os problemas cardíacos e a mobilidade. Tudo temas que estarão em cima da mesa do Ministério da Saúde num pós-pico da pandemia, que ainda não é certo quando passará: “Tem de haver um plano macro para essas questões e um muito robusto plano para tudo o que é atividade não-covid”, diz ao Expresso o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales.
Artigo Exclusivo para assinantes
No Expresso valorizamos o jornalismo livre e independente