Rui Moreira ainda não formalizou a recandidatura à Câmara do Porto, mas já vai lançado: esta semana, forçou PS e PSD a mudarem a lei eleitoral, revendo os obstáculos que há oito meses lá tinham metido para dificultar a vida aos candidatos independentes, e conseguiu deixar à beira de um ataque de nervos os dois maiores partidos, com um jantar secreto (PSD) e um rumor (PS) que alimentaram a ideia de que ambos, à vez, quiseram juntar-se à sua recandidatura.
Vamos por partes. Na cidade conquistada pelos independentes, a oposição anda nervosa, antevendo mais quatro anos sabáticos. A corte a Moreira não é assumida, mas isso não impediu as tropas de Rui Rio de sondar o autarca, depois de Paulo Rangel (o preferido do PSD) ter declinado o convite para ir a votos. Sem trunfos, Salvador Malheiro e José Silvano jantaram há uma semana com Rui Moreira e Francisco Ramos, líder do Porto, o Nosso Movimento, mas a conversa azedou com as notícias sobre o objetivo do repasto: pelo PSD, Malheiro garantiu que a proposta de coligação no Porto partiu de Rui Moreira; do lado do autarca, diz-se que a proposta veio do PSD — e “em nome da comissão permanente”.
Artigo Exclusivo para assinantes
No Expresso valorizamos o jornalismo livre e independente