Política

Sondagem: SNS chumba claro no Algarve e passa à justa no resto do país

21.02.2020 às 23h45

Sondagem Expresso/SIC indica que os portugueses dão média positiva aos serviços públicos de saúde, mas os números escondem um problema grave no Algarve. Avaliação do tempo de espera é o que mais preocupa os portugueses

David Dinis

David Dinis

Director-adjunto

Sofia Miguel Rosa

Sofia Miguel Rosa

Jornalista infográfica

Vera Lúcia Arreigoso

Vera Lúcia Arreigoso

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Jornalista

Hospital de Faro

Parece um contrassenso: a saú­de é, de longe, o problema que os portugueses consideram “mais importante” na atua­lidade. De setembro para cá, subiu de 27% para 34%, já 18 pontos acima dos temas que estão em segundo lugar: salários/emprego e corrupção; porém, ao mesmo tempo, a avaliação que os portugueses fazem da qualidade dos serviços públicos de saúde é globalmente positiva — mesmo que “marginalmente positiva”, revela a sondagem ISCTE e ICS para o Expresso/SIC.

Porém, os dados globais escondem um problema sério: os residentes na região do Algarve contrastam radicalmente deste cenário de satisfação média, dando nota muito negativa ao SNS nos três parâmetros que foram avaliados nesta sondagem especialmente dedicada ao estado da saúde em Portugal. Numa escala de 0 a 10, os algarvios dão 3,1 ao tempo de espera (contra 6 no Alentejo, 5,3 a Norte ou 5,1 na Grande Lisboa), avaliam com um 4,4 o “tratamento clínico” (contra 6,9 no Alentejo e Norte ou 6,4 em Lisboa e Centro) e atribuem um baixo 3,5 à “qualidade global” dos serviços de saúde (contra os bem melhores 6,5 a Norte ou 6,2 na Grande Lisboa).

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