Estamos de volta às conversas nesta que é já a 7ª temporada do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, um programa que está prestes a fazer 6 anos de existência, que já teve várias fases mas sempre a acreditar no essencial: que há espaço e tempo para as conversas de longo formato, com as pessoas mais variadas que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser.
Regressamos com Pedro Simas, um dos mais mediáticos cientistas e virologistas desde que a pandemia se instalou no país e que deixa aqui um cenário sobre o que nos espera até ao verão. O investigador está confiante, acha até que não precisará de ser vacinado se tudo correr como é esperado, e é com bons olhos que vê o processo de vacinação e a forma como o país está a ultrapassar a 3ª vaga, “que não esperava que fosse tão má.” Mas Simas é também da opinião que é tempo de sairmos gradualmente de casa. Apesar do risco, que é ainda real. “Há sempre o risco de desconfinarmos. Mas se nós estivermos preparados para testar com inteligência para os rastreios, se as pessoas cumprirem as regras de distanciamento e uso da máscara, e levarem os filhos à escola e depois regressarem a casa para o seu teletrabalho, se tudo isto funcionar, o risco é pequeno. Se não funcionar o risco é grande. E tudo se descontrola.”
Nada está garantido e até à Páscoa há a vontade do Governo manter o confinamento mais ou menos nestes moldes. Só as escolas até o 6º ano poderão (re)abrir. “Estamos com 1.500 casos de novas infecções por dia. Devemos baixar isto para as mil. Vejo difícil que se baixe muito mais por isso importa desconfinarmos lentamente, porque cada dia mais tem um impacto muito grande na economia e na saúde física e mental dos portugueses. Mas temos de ter muita cautela para isto não descambar. Aprendemos por experiência própria.” E deixa o alerta: “Não é o vírus que é traiçoeiro, nós é que nos atraiçoamos a nós próprios porque deixamos que o vírus se dissemine entre nós.”
Convém avisarmos os nossos ouvintes que esta conversa tem duas temperaturas e que a segunda parte é bem mais intimista e surpreendente, porque revela Pedro Simas numa dimensão mais pessoal, nas suas maiores alegrias e dores e superações na vida. E ainda nos dá música e horizonte para o amor. O que não é coisa pouca.
Desta vez, a edição áudio é do José Cedovim Pinto, a fotografia é do Nuno Botelho, e o genérico é, como sabem, uma criação original do músico Luís Severo.
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Até para a semana, pratiquem a empatia, boas escutas e ...boas conversas!