• A Beleza das Pequenas Coisas

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Conversas conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser

  • Alberto Pimenta: “Tenho sido um grande contrabandista de ideias e palavras”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Alberto Pimenta: “Tenho sido um grande contrabandista de ideias e palavras”

    Alberto Pimenta é um dos nossos maiores poetas. Eterno experimentalista e artista de vanguarda, deu muito que falar nos anos 70, numa performance em que entrou numa jaula de um chimpanzé, no Jardim Zoológico de Lisboa, exibindo uma tabuleta com a palavra “Homem”. Autor de uma vasta obra, o seu livro mais conhecido e traduzido é “O Discurso sobre o Filho da Puta”. E chega a afirmar nesta conversa: “Há muitos. Estão dispersos. Estão na política, sobretudo. Naturalmente nas Forças Armadas.” Depois de “Zombo”, lançado em 2019, já há novo livro de poesia no horizonte que se deverá chamar “Há Tudo”. E se não há tudo, há certamente muito para conhecer, refletir e ouvir sobre Alberto Pimenta neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”.

  • Edgar Pêra: “Duvido que a Netflix seja o modelo do futuro”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Edgar Pêra: “Duvido que a Netflix seja o modelo do futuro”

    Chamam-lhe o guerrilheiro do cinema português, pela estética vanguardista e experimentalista que tem arriscado na mistura de formatos e estéticas. Do Super 8, à película tradicional, do digital ao 3D, Edgar Pêra já realizou dezenas de filmes, todos com uma boa dose de obscura ironia, como “A Janela (Maryalva Mix)”, “O Barão” ou “Cinesapiens”. Afirma que não filma para as pipocas ou pela espuma dos dias, mas para que as suas histórias cheguem à geração seguinte. “Ambiciono ser um realizador bomba-relógio ou um ‘sniper’ para atingir o futuro com os meus filmes.” Prestes a iniciar a rodagem do seu filme mais ambicioso de sempre, "The Nothingness Club", propõe-se a entrar na cabeça de Fernando Pessoa onde moram todos os seus heterónimos e... até um 'serial killer'. Nesta conversa em podcast, o realizador a quem encontram semelhanças com George Clooney, não descarta o sonho do Óscar para melhor filme e comenta alguns dos premiados de 2020

  • Salvador Sobral: “Jamais cantaria como canto se não tivesse tido a doença cardíaca”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Salvador Sobral: “Jamais cantaria como canto se não tivesse tido a doença cardíaca”

    Passaram três anos desde que Salvador Sobral acabou com o enguiço nacional e venceu a Eurovisão com “Amar pelos Dois”. Foi a vitória do anti-herói, de um músico desenquadrado dos brilhos festivaleiros que conquistou o mundo inteiro e fez história a interpretar o tema da sua irmã, Luísa Sobral. Em 2019, Salvador Sobral lançou o segundo disco “Paris, Lisboa”, depois de recuperar do transplante do coração, e sente-se agora abençoado por poder dançar em palco quando lhe apetece ou jogar à bola sempre que pode. Está de volta aos palcos para cantar clássicos de Jacques Brel, que considera “o maior intérprete de todos os tempos.” E aqui trauteia alguns desses temas e revela-se com a autenticidade que todos lhe conhecem. “A Eurovisão é uma coisa da qual me orgulho, os Ídolos não”. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Ana Gomes: “Gostava de ver uma mulher na Presidência”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Ana Gomes: “Gostava de ver uma mulher na Presidência”

    Ela é a figura política do momento. E tem sido uma das principais vozes incómodas na denúncia e combate à corrupção. Seja no caso do Football Leaks, Lux Leaks, Panamá Papers ou Luanda Leaks. E tem-no feito de forma desassombrada. Falou do Presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, de ‘ter um passado de delinquente e ser devedor à banca’, apelidou Isabel dos Santos de ‘ladra’ do povo angolano, afirmou em tempos que o PS se tornara ‘um instrumento de corruptos e criminosos’ e exige agora a demissão do ex-ministro das finanças, Teixeira dos Santos, e do Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. Nesta conversa, Ana Gomes nega vir a ser candidata a Belém, mas não fecha definitivamente a porta a essa hipótese. Recorda o caso dos submarinos que comprometeu Paulo Portas, quando era vice-primeiro-ministro, e considera que ele “foi a determinada altura o artífice da relação com Angola, com o MPLA, um dos agentes de defesa de José Eduardo dos Santos”. Mas não só de política é feita a vida de Ana Gomes que chega a trautear... Rossini. Tudo isto para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Cláudia Raia: “Bolsonaro não conhece os artistas, a cultura está a ser esfaqueada, mas nunca acabará. Nós artistas somos resistência”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Cláudia Raia: “Bolsonaro não conhece os artistas, a cultura está a ser esfaqueada, mas nunca acabará. Nós artistas somos resistência”

    A atriz brasileira Cláudia Raia, conhecida pelos portugueses das telenovelas desde os anos 80, é uma voz crítica do atual Governo de Bolsonaro, embora deixe claro que não é de esquerda e não votou em Lula da Silva. “O Brasil não está a passar por uma ditadura, só que quase... Regredimos muito. A cultura é vista com maus olhos e os artistas são vistos como bandidos. Então — como disse uma cantora brasileira — vivam sem arte, num breu. Ninguém consegue.” De volta a Portugal com a comédia romântica “Conserto para Dois”, onde contracena com o marido Jarbas Homem de Mello, a atriz revela que, apesar dos elogios pela beleza e boa forma física aos 53 anos, incomoda muitos homens. “Uma mulher empoderada como eu assusta os machistas.” Uma conversa para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Mamadou Ba: “Continuo a receber ameaças de morte, nomeadamente de polícias, comandos e GNR”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Mamadou Ba: “Continuo a receber ameaças de morte, nomeadamente de polícias, comandos e GNR”

    O dirigente do SOS Racismo, Mamadou Ba, afirma ter recebido a 'milésima' ameaça de morte velada a 15 de janeiro, data de aniversário do líder e ativista histórico americano Martin Luther King Jr.: "Deixe nosso país. Leve sua família para seu país de origem. Você foi avisado." Em anexo, a imagem de uma bala. Mamadou garante que boa parte destas ameaças provêm de elementos das forças de segurança pública, mas que isso não o detém na sua luta antirracista. Reafirma que não se arrepende de ter escrito "a bosta da bófia", no rescaldo dos acontecimentos no bairro da Jamaica, defendendo que 'caracterizou' "a atuação da polícia, não a polícia" e que é “objeto permanente de bullying da extrema-direita, que o persegue. “Por isso já mudei de casa duas vezes…” Considera que Portugal tem de fazer uma catarse sobre o seu passado colonial e que “nenhuma pessoa branca pode avaliar o grau de violência que sofre uma pessoa racializada.” Uma conversa para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Catarina Wallenstein: “Nunca serei uma atriz medida por likes”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Catarina Wallenstein: “Nunca serei uma atriz medida por likes”

    Com um longo e premiado percurso no cinema, teatro e televisão, a atriz Catarina Wallenstein surpreendeu em 2019 ao estrear-se como realizadora no filme-guerrilha “Tragam-me a Cabeça de Carmen M.”, ao lado do brasileiro Felipe Bragança. Aí é também a protagonista de uma história que celebra a figura exótica e tropical de Carmen Miranda, como se fosse a recuperação de um certo Brasil perdido. Catarina continua com o jeito de miúda dos tempos do filme que a tornou conhecida, “Singularidades de uma Rapariga Loura”, de Manoel de Oliveira, mas revela ter perdido muitas máscaras. “Já não tenho essa coisa de querer parecer composta, perfeita, querida, simpática, [para] agradar a toda a gente.” Sobre a figura internacional do ano, Greta Thunberg, afirma: “A questão importante não é a Greta, mas as questões do clima. Todo este movimento mediático à sua volta parece-me os gatinhos [nas redes] para mais ‘likes’. Ela é um gatinho com tranças.” Uma conversa para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Rita Redshoes: “A beleza não ajudou. Viam-me apenas como menina bonita a cantar. E eu tenho um lado bastante masculino”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Rita Redshoes: “A beleza não ajudou. Viam-me apenas como menina bonita a cantar. E eu tenho um lado bastante masculino”

    O novo álbum da cantora, compositora e multi-instrumentista Rita Redshoes só chegará em março de 2020, mas já tem um single, “O Amor Não É Razão”, e um nome luminoso: “Lado Bom”. Nesta conversa, Rita assume alguns lados menos bons do seu caminho: os preconceitos e rótulos que sofreu – por ser mulher e bonita, os eternos medos e a depressão que durante anos sentiu sem saber a causa. A música foi sempre a consolação desta rapariga sonhadora, que se revela agora por inteiro. “Tenho um lado do cérebro que normalmente só os taxistas têm”

  • Jorge Silva Melo: “É legítima a vontade de matar o pai. Alguns atores fizeram isso comigo”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Jorge Silva Melo: “É legítima a vontade de matar o pai. Alguns atores fizeram isso comigo”

    Quantas vidas terá vivido nesta vida Jorge Silva Melo? Ele que é encenador, ator, cineasta, dramaturgo, tradutor e crítico português. Se juntarmos as vidas todas dos palcos, do grande ecrã e dos livros, temos vidas suficientes para uma cidade. Ou pelo menos, uma aldeia. Ele que passou a infância na antiga cidade de Silva Porto, em Angola, que se formou realizador na London Film School e, mais tarde, estagiou em Berlim, Milão e foi ator em Paris. Decidiu regressar para o seu país porque para si pátria é culpa e responsabilidade. Fundador do “Teatro da Cornucópia” e dos “Artistas Unidos” é um mestre e mobilizador de artistas, histórias e projetos. Encontramo-lo em ensaios da próxima peça “A Máquina Hamlet”, de Heiner Müller, que estreia dia 15 de janeiro. Um pretexto para falar da “esperança, imensa maldição”

  • Dino D´Santiago: “Lisboa é uma cidade crioula, aculturada, que se mistura e sabe conviver com as diferenças”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Dino D´Santiago: “Lisboa é uma cidade crioula, aculturada, que se mistura e sabe conviver com as diferenças”

    Há quem o chame de embaixador da nova música portuguesa e de uma nova Lisboa, mestiça, reinventada, multicultural. Madonna escolheu-o como guia musical da nossa capital e foi através dele que melhor conheceu o Fado, o funaná ou as batucadeiras de Cabo Verde. Os temas de Dino D ´Santiago traduzem um vibrante mundo novo, transnacional. Ou ‘Mundu Nôbu’, nome do último álbum. Talvez Nuno Artur Silva, o novo secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, tenha mesmo razão por afirmar que o discurso do 10 de Junho deveria ter sido feito por Dino porque “é o melhor exemplo do que é hoje Lisboa, para lá do turismo.” Agora que acaba de lançar o último EP “Sotavento”, Dino revela mais das suas raízes, e embora confesse já ter sofrido o racismo na pele, afirma: “Olho para mim como uma herança muito positiva do que foi o colonialismo”