O esquerdismo radical português, minoritário na urna mas maioritário onde existe poder cultural e gramsciano, julga que somos todos idiotas ou então julga que somos todos cobardes; julga que mete medo com as suas constantes tentativas de cancelamento da heterodoxia. Eu não tenho medo do bullying esquerdista, nunca tive, e não vai ser agora aos 42 anos que vou passar a ter. Além do desejo pelo cancelamento de pessoas, este radicalismo quer cancelar a própria História. Por exemplo, o ruído em torno de Marcelino da Mata é só para esconder um tabu: as faces mais radicais do PREC copiaram a sua némesis, a PIDE. Durante o PREC, os quartéis radicais torturaram pessoas debaixo da complacência dos intelectuais e "juristas" da revolução.
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