“Niassa”, de Francisco Camacho, é um romance raro na literatura portuguesa. Tem uma atmosfera parecida com “Longe de Manaus” e “Lourenço Marques”, de Francisco José Viegas, ou seja, tem uma ação física e mental invulgar nas nossas letras. As personagens movimentam-se num espaço físico (uma saga em África) e deslizam num labirinto de monólogos interiores carregados de dilemas morais. Não há a overdose teatral de diálogos ou a enxurrada de divagações abstratas. Além desta qualidade intemporal, “Niassa” tem uma lição para o espaço público português de 2021.
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