Opinião

Covid-19: a Lisboa das capelinhas tem de aprender com o Porto

16 Fevereiro 2021 11:31

Sem as capelinhas aristocráticas da capital, o Porto adaptou-se, agilizou os inquéritos epidemiológicos e constituiu equipas multidisciplinares no rastreio, isto é, colocou assistentes sociais, bibliotecárias, professores, dentistas e militares a colaborar com os médicos na fase do testagem e inquérito. Esta política alargou-se depois a Aveiro e ao Minho. Resultado? O norte suportou a terceira vaga sem o desespero de Lisboa

16 Fevereiro 2021 11:31

Será que alguém de peso pode dar um murro na mesa da DGS e dos médicos de saúde pública? Sabemos há pelo menos uma semana que no centro do combate à pandemia existe uma inconcebível cultura de capelinhas corporativas na DGS e nos tais “médicos de saúde pública”, mas ainda não tivemos uma resposta política e mediática à altura do problema. Há coisas que não controlamos, a vaga de frio que potencia o vírus, a nova estirpe que é mais contagiosa, etcétera. Mas isto é absolutamente controlável.