A ideia inicial era contar uma história relativamente simples. E que rezava assim: há uns tempos, o Facebook comprou o WhatsApp por uma pipa de massa, alguns 22 mil milhões de dólares, e agora decidiu que estava na hora de rentabilizar a aplicação de mensagens. Nesta altura do campeonato já sabemos que o sr. Zuckerberg não é propriamente um santinho e que, na senda de fazer dinheiro, é capaz não de vender a sua alma — essa já foi há muito— mas as nossas, sob de forma de dados, ou então de colocar os tais algoritmos a manipular-nos e o que mais for possível que já vimos em documentários-choque. Mas a questão é que desta vez ficou a saber-se, oficialmente, que o Facebook ia absorver os dados pessoais dos utilizadores do WhatsApp, para ser feita uma superapp para que Zuck subisse mais uns degraus da sua escada de domínio planetário. E disse neste tom: ou aceitam ou podem ir-se. E aconteceu algo inesperado. Uma onda de indignação seguida de tsunami de abandono do WhatsApp para outras aplicações que também dizem garantir uma comunicação encriptada ponto a ponto, ou seja, supostamente impossível de ser captada por terceiros. Se isto acabasse assim, até era uma história gira. Aquilo tem 2 mil milhões de utilizadores pelo mundo. Foi considerada um perigo — basta ver o que os relatórios internacionais disseram sobre as eleições no Brasil e o seu papel determinante na disseminação de fake news na eleição de Bolsonaro. Mas isto tem mais que se lhe diga.
Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.
Artigo Exclusivo para assinantes
No Expresso valorizamos o jornalismo livre e independente