Podemos relativizar todas as causas, não as consequências: este número de mortes, covid e não-covid, este descontrolo nos hospitais, esta exaustão sobre-humana dos profissionais de saúde. Mas também o impacto brutal nas gerações mais velhas que morrem, das mais novas com dois anos letivos quebrados, das intermédias que perdem empregos e empresas, de todas as que vão pagar impostos para suportar estas dívidas, de todas as que sofrem na pele o agravamento da pobreza, da exclusão e da desigualdade. Janeiro não foi o vaticinado princípio do fim, janeiro é uma tragédia.
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