Opinião

TAP: gestão por protesto público

28.05.2020 às 8h59

Depois de muita gritaria, a TAP recuou. Mas a indignação do Presidente e os ralhetes do primeiro-ministro não são forma de dirigir uma empresa. E mesmo que o Estado injete dinheiro na TAP não passará a tomar decisões operacionais. Para o fazer tem de estar na comissão executiva e ser acionista maioritário. Esta solução é insustentável

O plano da TAP para os próximos dois meses causou justa revolta no Porto. Ele previa que o Aeroporto Francisco Sá Carneiro tivesse apenas 10% dos voos e três ligações semanais para fora do país. Não é preciso explicar a importância que o restabelecimento de ligações aéreas tem num momento em que a retoma mundial se faz a conta-gotas.