Banco de Portugal: defender o castelo
27.05.2020 às 10h53
Tenho muitas dúvidas que Centeno ponha em causa os poderes instalados na casa onde fez carreira. Tenho a certeza que não será quem vem da banca que o fará. Carlos Costa, a quem nunca se viu qualquer incompatibilidade, vinha da banca. Centeno, que nunca apoiei, não. É um ponto a seu favor que tem funcionado a seu desfavor
Os comentadores estão indignados. Em causa está a incompatibilidade de um ministro das Finanças passar para governador do Banco de Portugal. Entre os comentadores indignados estão advogados e economistas que nunca se lembram da incompatibilidade de comentar temas que se relacionem com os seus clientes passados ou presentes sem fazerem a devida declaração de interesses. Comecemos por aquilo que já disse e escrevi: considero a ida de Mário Centeno para o Banco de Portugal um insulto aos portugueses. Não por causa de qualquer incompatibilidade, mas por ver o suposto “Ronaldo das Finanças” fugir das suas responsabilidades quando a coisa aperta e ser premiado por isso é inaceitável.
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