Quando centenas de pessoas com aspeto cuidado vão para a fila da comida num bairro “bem” de Madrid
28.05.2020 às 14h39
Milhares de pessoas em cidades como Madrid disputam alimentos em centros de distribuição, e já não é só nos bairros pobres. Governo vai instituir Rendimento Mínimo Vital
Fila para recolher alimentos na Associação de Moradores de Aluche, Madrid, em maio de 2020
RODRIGO JIMÉNEZ/epa
Chamberí é um bairro “bem” de Madrid, situado na fronteira urbana do Passeio da Castelhana, avenida central da capital espanhola. Os seus residentes são na maioria pessoas reformadas, com pensões médias/altas, embora nos últimos anos também proliferem casais jovens com profissões liberais atraídos pelo urbanismo sustentável da zona e a abundância de praças com árvores, zonas infantis e espaços de lazer. Poderia dizer-se que a área não corresponde de todo aos padrões aplicáveis às zonas marginais da cidade.
Não obstante, começam a ser visíveis na zona testemunhos de que algo não está bem. Por exemplo, a fila de cerca de 80 pessoas que esperam a abertura do refeitório social que as Filhas da Caridade de São Vicente de Paula inauguraram em 1916 na Calle General Martínez Campos, uma das artérias centrais do bairro. Um grupo numeroso de pessoas sem casa, mendigos, dependentes de substâncias diversas, utentes habituais do refeitório, esperam a refeição que as freiras preparam, dia após dia, com os donativos que recebem.
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