Antes da pandemia de covid-19, o trabalho remoto não era mais do que uma ideia residual ou o desejo de alguns. Segundo dados do Eurostat de 2019, citados pelo estudo Lar, Doce Escritório, da SHL Portugal, por essa altura, apenas 6,5% dos colaboradores por conta de outrem trabalhavam de forma remota e não necessariamente a partir de casa. Depois, em março de 2020, quando foi decretado o primeiro estado de emergência e o confinamento geral, o trabalho remoto disparou para 94%, segundo o mesmo estudo, e, desta vez, era mesmo feito a partir de casa. Contudo, a expectativa era de que a pandemia ia passar rapidamente e que os trabalhadores voltariam aos seus escritórios. Não foi assim.
Quase um ano depois, continuamos em estado de emergência, confinados e a trabalhar em casa e com uma forte indicação, baseada em estudos recentes de várias consultoras, de que o trabalho remoto vai continuar no pós-pandemia, mas num “modelo híbrido ou misto”. Ou seja, “estar uns dias em casa e outros no escritório”, adianta Susan Almeida Lopes, sócia-gerente da SHL Portugal.
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