Dez meses depois de, juntamente com outras empresas do sector da aviação, ter pedido apoio ao Governo para enfrentar o impacto da gravíssima crise provocada pela pandemia de Covid-19, a euroAtlantic continua sem resposta. “Não digo que haja um cheque, mas que haja decisões face a medidas de apoio e metas”, pede o presidente da euroAtlantic Airways, a maior companhia de aviação privada portuguesa, em entrevista ao Expresso. O gestor considera inaceitável a canalização de apoios exclusivamente para a TAP, deixando de fora os privados. “Nos outros países não é assim”, diz. O Governo, defende, tem feito uma “muito má gestão” do dossiê da aviação.
Vivemos tempos dramáticos para a aviação. Espera melhorias em 2021?
Vai ser um ano tanto ou mais difícil. Aplicámos medidas duras e extensas para sobreviver a uma redução de vendas de 70%. Deixámos de ter lucros, passámos a ter prejuízos. Os esforços e sacrifícios vão continuar. Não vejo 2021 como um ano de recuperação. Muito menos para empresas como a euroAtlantic. Operamos nos voos de longo curso, que vão recuperar mais tarde. E vamos ter de esperar que os nossos clientes sobrevivam, e precisem de nós.
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