Economia

Eugénio Fernandes, presidente da euroAtlantic: “É injusto apoiar a TAP e deixar de fora os privados”

29 Janeiro 2021 18:45

Ana Baião

Ana Baião

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Fotojornalista

Presidente da euroAtlantic apela a que haja um apoio transversal a todo o sector e não apenas às empresas públicas

Presidente da companhia aérea defende que o dossiê do setor da aviação não tem sido bem gerido pelo governo. E critica falta de apoios transversais para o setor

29 Janeiro 2021 18:45

Ana Baião

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Dez meses depois de, juntamente com outras empresas do sector da aviação, ter pedido apoio ao Governo para enfrentar o impacto da gravíssima crise provocada pela pandemia de Covid-19, a euroAtlantic continua sem resposta. “Não digo que haja um cheque, mas que haja decisões face a medidas de apoio e metas”, pede o presidente da euroAtlantic Airways, a maior companhia de aviação privada portuguesa, em entrevista ao Expresso. O gestor considera inaceitável a canalização de apoios exclusivamente para a TAP, deixando de fora os privados. “Nos outros países não é assim”, diz. O Governo, defende, tem feito uma “muito má gestão” do dossiê da aviação.

Vivemos tempos dramáticos para a aviação. Espera melhorias em 2021?

Vai ser um ano tanto ou mais difícil. Aplicámos medidas duras e extensas para sobreviver a uma redução de vendas de 70%. Deixámos de ter lucros, passámos a ter prejuízos. Os esforços e sacrifícios vão continuar. Não vejo 2021 como um ano de recuperação. Muito menos para empresas como a euroAtlantic. Operamos nos voos de longo curso, que vão recuperar mais tarde. E vamos ter de esperar que os nossos clientes sobrevivam, e precisem de nós.