Não há muito mais por onde apertar. Quinze dias depois da decisão do primeiro confinamento, os números de novos infetados, de internamentos e de mortes não dão tréguas. Todos os dados continuam a crescer sem sinais de abrandar e por isso o Governo não só mantém as regras em vigor como as aperta: a fronteira com Espanha passará a estar fechada, com controlo, e as saídas do país, seja por que via for, passam a ser proibidas, com algumas exceções. Além disso, haverá controlo com imposição de quarentena a quem chegue a Portugal, se a situação epidemiológica o justificar.
É a quarta alteração ao confinamento geral do país, decidido a 13 de janeiro, mas não há muito mais atividades que possam fechar. “A situação é grave”, repetiu ontem a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, quando anunciou que todas as regras em vigor se mantêm tal como estão e que as escolas ficarão fechadas durante tempo indeterminado; já as aulas recomeçam no dia 8 de fevereiro, à distância — e a meio do mês se verá como e quando podem voltar a ser presenciais. Às 20h de ontem, Marcelo falou ao país e disse pior: “O que fizermos até março determinará o que vai acontecer na primavera, verão e quem sabe até no outono.”
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