Os Estados, incluindo os mais ricos e tecnologicamente mais desenvolvidos, não estavam preparados para reagir à pandemia e o resultado avalia-se em termos de mortalidade, diz Durão Barroso, ex-primeiro-ministro de Portugal, à distância de dias para dar início, nas primeiras horas de 2021, à “missão” de presidir ao conselho da Gavi, a Aliança Global para as Vacinas, que conta no seu portefólio com imunização para 17 doenças infecciosas. Agora há a urgência acrescida da covid-19. Os dez anos em que presidiu à Comissão Europeia terão pesado no prato da balança que o elegeu entre 115 candidatos para dirigir a Gavi quando foi criada a plataforma Covax, desenhada para facilitar e acelerar “a maior campanha de vacinação de toda a história”. O objetivo é fazer chegar aos cidadãos 2 mil milhões de vacinas em apenas um ano.
Como vai este mandato ser exercido no contexto da sua vida?
É uma missão que aceitei a título pro bono porque me identifico com os objetivos da Gavi, que já conhecia de quando presidia à Comissão Europeia (CE) e fui anfitrião de uma conferência desta organização à qual a CE, na altura, multiplicou por quatro o financiamento. Há muitos anos que me interesso pela ajuda ao desenvolvimento, nomeadamente pela minha passagem pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, quando fui secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação. Tanto como me interesso pela governação global.
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