Coronavírus

Covid-19 pôs a poluição mundial em quarentena

12.04.2020 às 20h54

A pandemia da covid-19 fez maravilhas pelo ambiente a curto prazo, mas a ressaca da crise sanitária pode significar más notícias para o futuro das alterações climáticas

Tiago Soares

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Jornalista

As estimativas variam consoante a fonte, mas os números são sempre pesados. Segundo o relatório “State of Global Air 2019”, morrem na China cerca de 1,2 milhões de pessoas prematuramente com uma única causa de morte: o ar que respiram. Ano, após ano, após ano. A potência asiática é o país com mais poluição atmosférica do mundo, e onde a covid-19 matou cerca de 3400 pessoas, mais ou menos 0,28% das mortes associadas todos os anos à fraca qualidade do ar. Tal como o novo coronavírus, os causadores da poluição atmosférica podem ser mortíferos uma vez instalados no aparelho respiratório: gases de efeito de estufa como o dióxido de azoto (NO2, associado à queima de combustíveis fósseis), e partículas finas poluentes como as PM10, PM5 e PM2,5, invisíveis, inaláveis, perigosas.

Na China e depois em todo o mundo, a covid-19 fez diminuir a concentração destes agentes poluentes na atmosfera. As medidas aplicadas para conter a doença obrigaram milhões a ficar em casa, aviões a permanecer em terra, fábricas a parar de produzir: um desastre económico e um fenómeno ambiental ao mesmo tempo. Enquanto que as consequências do primeiro ainda não são totalmente conhecidas, os benefícios imediatos do segundo são já visíveis do espaço.

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