Mário Henriques

  • Edgar Pêra: “Duvido que a Netflix seja o modelo do futuro”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Edgar Pêra: “Duvido que a Netflix seja o modelo do futuro”

    Chamam-lhe o guerrilheiro do cinema português, pela estética vanguardista e experimentalista que tem arriscado na mistura de formatos e estéticas. Do Super 8, à película tradicional, do digital ao 3D, Edgar Pêra já realizou dezenas de filmes, todos com uma boa dose de obscura ironia, como “A Janela (Maryalva Mix)”, “O Barão” ou “Cinesapiens”. Afirma que não filma para as pipocas ou pela espuma dos dias, mas para que as suas histórias cheguem à geração seguinte. “Ambiciono ser um realizador bomba-relógio ou um ‘sniper’ para atingir o futuro com os meus filmes.” Prestes a iniciar a rodagem do seu filme mais ambicioso de sempre, "The Nothingness Club", propõe-se a entrar na cabeça de Fernando Pessoa onde moram todos os seus heterónimos e... até um 'serial killer'. Nesta conversa em podcast, o realizador a quem encontram semelhanças com George Clooney, não descarta o sonho do Óscar para melhor filme e comenta alguns dos premiados de 2020

  • Ana Gomes: “Gostava de ver uma mulher na Presidência”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Ana Gomes: “Gostava de ver uma mulher na Presidência”

    Ela é a figura política do momento. E tem sido uma das principais vozes incómodas na denúncia e combate à corrupção. Seja no caso do Football Leaks, Lux Leaks, Panamá Papers ou Luanda Leaks. E tem-no feito de forma desassombrada. Falou do Presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, de ‘ter um passado de delinquente e ser devedor à banca’, apelidou Isabel dos Santos de ‘ladra’ do povo angolano, afirmou em tempos que o PS se tornara ‘um instrumento de corruptos e criminosos’ e exige agora a demissão do ex-ministro das finanças, Teixeira dos Santos, e do Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. Nesta conversa, Ana Gomes nega vir a ser candidata a Belém, mas não fecha definitivamente a porta a essa hipótese. Recorda o caso dos submarinos que comprometeu Paulo Portas, quando era vice-primeiro-ministro, e considera que ele “foi a determinada altura o artífice da relação com Angola, com o MPLA, um dos agentes de defesa de José Eduardo dos Santos”. Mas não só de política é feita a vida de Ana Gomes que chega a trautear... Rossini. Tudo isto para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Cláudia Raia: “Bolsonaro não conhece os artistas, a cultura está a ser esfaqueada, mas nunca acabará. Nós artistas somos resistência”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Cláudia Raia: “Bolsonaro não conhece os artistas, a cultura está a ser esfaqueada, mas nunca acabará. Nós artistas somos resistência”

    A atriz brasileira Cláudia Raia, conhecida pelos portugueses das telenovelas desde os anos 80, é uma voz crítica do atual Governo de Bolsonaro, embora deixe claro que não é de esquerda e não votou em Lula da Silva. “O Brasil não está a passar por uma ditadura, só que quase... Regredimos muito. A cultura é vista com maus olhos e os artistas são vistos como bandidos. Então — como disse uma cantora brasileira — vivam sem arte, num breu. Ninguém consegue.” De volta a Portugal com a comédia romântica “Conserto para Dois”, onde contracena com o marido Jarbas Homem de Mello, a atriz revela que, apesar dos elogios pela beleza e boa forma física aos 53 anos, incomoda muitos homens. “Uma mulher empoderada como eu assusta os machistas.” Uma conversa para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Mamadou Ba: “Continuo a receber ameaças de morte, nomeadamente de polícias, comandos e GNR”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Mamadou Ba: “Continuo a receber ameaças de morte, nomeadamente de polícias, comandos e GNR”

    O dirigente do SOS Racismo, Mamadou Ba, afirma ter recebido a 'milésima' ameaça de morte velada a 15 de janeiro, data de aniversário do líder e ativista histórico americano Martin Luther King Jr.: "Deixe nosso país. Leve sua família para seu país de origem. Você foi avisado." Em anexo, a imagem de uma bala. Mamadou garante que boa parte destas ameaças provêm de elementos das forças de segurança pública, mas que isso não o detém na sua luta antirracista. Reafirma que não se arrepende de ter escrito "a bosta da bófia", no rescaldo dos acontecimentos no bairro da Jamaica, defendendo que 'caracterizou' "a atuação da polícia, não a polícia" e que é “objeto permanente de bullying da extrema-direita, que o persegue. “Por isso já mudei de casa duas vezes…” Considera que Portugal tem de fazer uma catarse sobre o seu passado colonial e que “nenhuma pessoa branca pode avaliar o grau de violência que sofre uma pessoa racializada.” Uma conversa para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • António Zambujo: “Sexo, drogas e fado? Vivi um pouco de tudo”

    Verdade ou Consequência

    António Zambujo: “Sexo, drogas e fado? Vivi um pouco de tudo”

    02.01.2020 às 12h30

    Bernardo Mendonça e Mário Henriques

    Os seus amigos tratam-no por “Zamba” ou “Zambas”, e ainda há quem o chame “Tozé”, diminutivo de António José. Ele é o músico António Zambujo, o “Pica do Sete”, o homem da “Lambreta”, e até gravou um disco com temas de Chico Buarque, de quem é amigo. Na ocasião, Caetano Veloso chegou a comentar que a sua música “é de arrepiar e fazer chorar”. A verdade é que Zambujo é atualmente o músico português mais famoso do Brasil. E a consequência... é que o Rio de Janeiro passou a ser um dos seus refúgios preferidos, a seguir a Porto Côvo

  • Catarina Wallenstein: “Nunca serei uma atriz medida por likes”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Catarina Wallenstein: “Nunca serei uma atriz medida por likes”

    Com um longo e premiado percurso no cinema, teatro e televisão, a atriz Catarina Wallenstein surpreendeu em 2019 ao estrear-se como realizadora no filme-guerrilha “Tragam-me a Cabeça de Carmen M.”, ao lado do brasileiro Felipe Bragança. Aí é também a protagonista de uma história que celebra a figura exótica e tropical de Carmen Miranda, como se fosse a recuperação de um certo Brasil perdido. Catarina continua com o jeito de miúda dos tempos do filme que a tornou conhecida, “Singularidades de uma Rapariga Loura”, de Manoel de Oliveira, mas revela ter perdido muitas máscaras. “Já não tenho essa coisa de querer parecer composta, perfeita, querida, simpática, [para] agradar a toda a gente.” Sobre a figura internacional do ano, Greta Thunberg, afirma: “A questão importante não é a Greta, mas as questões do clima. Todo este movimento mediático à sua volta parece-me os gatinhos [nas redes] para mais ‘likes’. Ela é um gatinho com tranças.” Uma conversa para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Jorge Silva Melo: “É legítima a vontade de matar o pai. Alguns atores fizeram isso comigo”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Jorge Silva Melo: “É legítima a vontade de matar o pai. Alguns atores fizeram isso comigo”

    Quantas vidas terá vivido nesta vida Jorge Silva Melo? Ele que é encenador, ator, cineasta, dramaturgo, tradutor e crítico português. Se juntarmos as vidas todas dos palcos, do grande ecrã e dos livros, temos vidas suficientes para uma cidade. Ou pelo menos, uma aldeia. Ele que passou a infância na antiga cidade de Silva Porto, em Angola, que se formou realizador na London Film School e, mais tarde, estagiou em Berlim, Milão e foi ator em Paris. Decidiu regressar para o seu país porque para si pátria é culpa e responsabilidade. Fundador do “Teatro da Cornucópia” e dos “Artistas Unidos” é um mestre e mobilizador de artistas, histórias e projetos. Encontramo-lo em ensaios da próxima peça “A Máquina Hamlet”, de Heiner Müller, que estreia dia 15 de janeiro. Um pretexto para falar da “esperança, imensa maldição”

  • Podcast A Beleza das Pequenas Coisas. Episódio ao vivo com Dulce Maria Cardoso e Rita Blanco

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Podcast A Beleza das Pequenas Coisas. Episódio ao vivo com Dulce Maria Cardoso e Rita Blanco

    25.10.2019 às 15h24

    Bernardo Mendonça e Mário Henriques

    A escritora Dulce Maria Cardoso e a atriz Rita Blanco vão ser as convidadas especiais do episódio ao vivo do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” que irá decorrer sábado, dia 9 de novembro, na Fábrica Features Lisboa, no Chiado. Um encontro integrado no Festival Podes, a 1.ª edição do Festival de Podcasts. A entrada é gratuita, mas deverá reservar os bilhetes porque os lugares são limitados

  • Diogo Faro: “Para mim é mais desafiante fazer humor com machistas, racistas e homofóbicos”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Diogo Faro: “Para mim é mais desafiante fazer humor com machistas, racistas e homofóbicos”

    É conhecido como o “Sensivelmente Idiota”, tem-se dividido entre talkshows no Youtube, espetáculos de stand-up, vox pops, escrita de livros e crónicas satíricas para o Sapo24 e sobre o Sporting para a Tribuna Expresso. Mas o que mais distingue o comediante Diogo Faro é fazer do humor uma arma poderosa para a defesa do feminismo, das minorias étnicas e LGBT, dos refugiados e do clima. Por isso há quem o chame de 'politicamente correto' e quem o ameace de morte. Uma conversa para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Luís Severo: “Gosto mais quando odeiam o que faço do que quando me acham um músico médio, uma ofensa bué chata”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Luís Severo: “Gosto mais quando odeiam o que faço do que quando me acham um músico médio, uma ofensa bué chata”

    O músico e escritor de canções Luís Severo, um dos nomes da música mais consensuais da sua geração, para quem este ano “O Sol Voltou”, que é o nome do terceiro álbum, editado em maio, recebeu-nos na sala de sua casa para uma conversa sem meias tintas e muita cantoria. Aos que o consideram bem mais maduro do que os seus 26 anos podem fazer esperar, responde: “Alma velha? Comparado com os Beatles sou uma alma ridiculamente jovem.” Uma conversa para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”